segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

praquela q sempre vai me acompanhar....

...

larga tudo e vem correndo


...


sdd

fui amar a lua

Fui amar a lua altaneira e láurea, cheia de beleza e fases...
e nos desencontramos, ela soberana e brilhante,
eu amante solitário, a contemplar sua beleza distante
e a chorar as argruras de não poder tocá-la...

ela, quando cheia, é maior que o sol
até sou capaz de refletir sua beleza,
ah, mas quando míngua,
míngua também minha alegria
e o que é belo se faz triste e errante

me disseram que o tempo mudaria as coisas
mentiram-me!!
seria o tempo um deus, capaz de me fazer de novo?
e de mudar o que eu sinto?

o meu amor não passa com o tempo, porque é meu
ainda que seja apenas tenra lembrança,
permanecera vivo em mim, já quase morto,
o sentimento sublime e verdadeiro pela lua
distante, láurea e altaneira

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

les nuits trop sombres peuvent nous faire voir plus clairement les etoiles



by my

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

sobre a obliteração do eu

Não se ama só, e me desculpem os eruditos o amor jamais poderia ser um verbo intransitivo. Isso porque o amor é um impulso transcendental.
Sempre me intrigou o fato de Eros em suas representações clássicas aparecer armado... O arqueiro tem um escopo precípuo: assassinar o "eu". Enquando existe o "eu" não existe amor.
Amar é esvaziar-se de si, para que o outro tenha espaço, e como que numa dialética divina, que termina sim com o desejo absurdo que corpos distintos se confundam, os "eus" se desfazem em nós...
O eu é estéril, "nós" não... e esse agenciamento, essa subjetividade genuinamente nova, que nasce do amor de dois, ou mais, é capaz de vencer a morte.
os bloqueadores de recaptação de serotonina destruiram minha capacidade de escrever....
se algum leitor (a marília) se sentir lesado... favor reclamar com meu terapeuta hahuahua

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

não tenho negociado muito bem com meus interditores
a ausência de mediações tem me levado a beira da loucura
preciso encontrar um sentido produtivo pra isso tudo
ou ainda produzir um sentido pra tudo isso
"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele." (CFA)

domingo, 21 de dezembro de 2008

sobre todas as coisas

tenho perdido peso e dignidade
deve ser reflexo de minha última pantomima
decorrente do mal hábito de construir cenários
de encenar teatros do absurdo e viver histórias
só minhas...

...

A providência não foi generosa com o homem
ao distribuir-lhe suas defesas e poderes naturais
se pudesse o teria matado com o olhar
ou obliterado sua existência apenas pelo pensamento

...

minha vida anda igual a bolsa de valores
meu homor oscila
meus investimentos não tem retorno
quase todo dia eu fecho no prejuízo
ta na hora de aplicar o resto do capital em algo mais seguro

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

somam-se me os dias...
e já não vivo
espero encontrar-te
sem esperança

e me pergunto:
o que devo fazer para merecer o teu olhar?

de migualhas
do que sobra de tua mesa
eu construo meu banquete
mas não me farto

invoco a Cronos, pai injusto da justiça,
senhor de todos os destinos
que corrija o incorrigível
e que faça nascer no coração de quem amo
o amor que quase já não sinto

e as Erínias, espero que de mim se afastem
...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

meia paráfrase

O meu encanto é por sua juventude leda, pela sua felicidade pensativa, pelo não conhecer-vos, o seu jeito de me olhar quando te olho, é por não me amar como te amo, é por não lembrando me prenderes qual a um feitiço cuja ciência não domino.
Quando te vejo contemplo o que perdi: a mocidade, a liberdade e a leveza na alma.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

eu teria te amado pra sempre...

sobre narciso

Sartre afirmou que "o inferno sãos ou outros", eu fico pensando que teria acontecido com Narciso. E cheguei a duas hipóteses. Uma, talvez mais vulgar e mais óbvia, e outra certamente inusitada e absurda.
O seu auto-encantamento possuia uma "causa sui", egoística, ele se amava num movimento solipsista e originariamente revolucionário, naquele antigo sentido, das coisas que tomam um curso pré-estabelecido pela natureza. E a natureza de Narciso não poderia voltar-se a outra coisa que não a si.
Poderia ocorrer ao inverso, que não se tratasse de um "auto-encantamento", mas de um desencanto com os outros. E a frase, citada e recitada de Sartre talvez ajude a resolver o problema.
O amor que Narciso tinha por si, encerrava no fundo um desamor pelos outros, não que ele fosse egoísta, mas ele sendo altruísta ao extremo, percebeu que o esvaziar-se de si para encontrar o outro muitas vezes pode encerrar a obliteração do eu e a morte. O arquétipo de Narciso se reproduziu em Cristo, e ousaria dizer que não é diferente do de Buda, nesse sentido próprio e não sei se original que acabei de sugerir.
Vou arriscar que Freud tenha errado ao afirmar a existência de sentimentos narcísicos... Tudo que ocorre com o homem decorre das múltiplas relações que tem com outros homens.
Inclusive o suicídio deve ser considerado, não num sentido durkheimiano, sempre altruísta. É sempre ao outro que ele se dirige, na tentativa de atingir uma indiferença implacável, um amor não correspondido, uma idéia quem sabe.
A morte de Narciso ao debruçar-se sobre si, talvez não deva ser encarada como o fim da existência, mas como um reencontro assassínio com um outro que vive em mim. Amando-se a si dessa forma, Narciso denuncia e profetiza como caminha a humanidade: sempre debruçando-se sobre si e se aniquilando.
Acho que escrevi muita bobagem num mesmo texto... devo estar precisando de férias

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

sobre eros e tanatos

me esforço pra compreender o amor, sentimentos não costumam ser traduzidos em palavras com alguma facilidade.
mas me arrisco a tentar esboçar algumas linhas sobre o amor, não como o poeta ou o profeta, mas talvez como um amante.
amar é deixar ser
quando se ama, se o faz não para fazer-se feliz, mas para fazer o outro feliz
o amor naturalmente transcende
oblitera e aniquila o eu
quem nunca se esvaziou de si, que nunca deixou de ser, jamais amou
por isso os gregos, sabiamente, nunca desvinculavam o amor da morte.

termo a quo

Existe um termo final... e se aproxima,
um termo que é indício e promessa de mudança
meu ateísmo performático me ensinou a não acreditar
que no fim vai tudo dar certo...
o que é certo quanto ao fim, é o fim e nada mais

mas o termo final não é o fim (ou é?)
é como se fosse um prazo fatal,
e pra usar a liguagem do processo que abomino
se os atos que devem ser praticados antes do termo
não o forem,
teremos uma preclusão temporal....

a vida é irrepetível...
então se a preclusão não for temporal,
certamente será lógica, ou alguma outra cujo nome não me recordo

o pior da minha tragédia pessoal é que
uma espécie de bacharelismo decadente
invadiu minha poesia (não menos decadente)

mas voltando a falar do fim
esperar a redenção não faz o meu tipo
também não sou dos grandes finais...
como nas tragédias ou nos dramas

por enquanto vou fazer suspense

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Um ensaio sobre o desespero

Acho que um dos primeiros livros que li quando estava no seminário, nas intermináveis noites que passava no escadario a conversar com as cachorras (duas pastoras alemãs), foi O desespero humano - doença até a morte de Kierkegaard.
Era bem apropriado pra quem vivia um dilema proto-religioso que distorcia a consciência-de-si e amplificava os dilemas morais provocados pela noção de pecado... O filósofo dinamarquês sugeria que entre o homem e Deus havia uma diverença abissal... e que a não consciência dessa diferença distorcia as relações do homem consigo mesmo, que se esquecia que além de caminhar para o morte, caminhava para a eternidade, como seu houvesse uma dupla finalidade na existência.
A morte não é um problema, na verdade é a solução da existência. A existência é problema. E o desespero humano - essa doença até a morte- nada mais é do que a angústia provocada pelo dilema shakespereano do ser e do não-ser.
A ausência de certezas quanto ao não-ser é que angustia. Arnauld afirmaria: "Antes de me suicidar exijo que me assegurem a respeito do ser, eu gostaria de estar seguro a respeito da morte".
As seguranças acerca da obliteração do ser são efêmeras, mais talvez, que aquelas que impõem a sua manutenção reacionária.
Viver é reacionário.

Olhos de Capitu

Se Machado os tivesse visto,
não seriam de Capitu os olhos...
seriam teus!

Eles, ainda me seduzem, mas
quase não me enganam mais
(essa autoafirmação insistente,
talvez seja o maior indício de que
decerto vivo no engodo do teu olhar)

quanta ambigüidade exibem
dizem tanto e não dizem nada

...

as palavras me faltam

tes yeux

Oh bien aimé,
quels yeux tes yeux
embarcadères, la nuit,
bruissant des milles adieux
des diges silencieuses,
qui gettent la lumièreloin,
si loin dans le noir
oh bien aimé,
quels yeux tes yeux
tous ces mystères dans tes yeux,
tous ces navires,
tous ces voiliers,
tous ces naufrages
dans tes yeux

domingo, 14 de dezembro de 2008

meus demônios

tenho passado muito tempo a sós com meus demônios...
eles não são nada simpáticos,
mas têm me ensinado a ver a vida com uma consciência superior
afinal de contas, eles são primos da alma (daimon)

não vou fugir dos meus medos
vou enfrentá-los, até que um de nós vença
seja eu, espero

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

sobre o amor e a amizade num sentido extramoral

eu sempre tive uma dúvida sobre qual dos sentimentos era o mais nobre, e quando me perdia em devaneios, a buscá-los, invariavelmente me deparava com dois: o amor e a amizade.
cheguei a uma constatação terrível, depois de ouvir um discurso, que a amizade é mais nobre que o amor, porque pode ser dividida... o amor é egoísta e ciumento!!
lembrei-me então de uma das definições possíveis de amizade. Dizem que na origem o amigo é o "anime custus", ou seja, o custódio da alma... aquele que tem a alma em cuidado ou em guarda.

Heathcliff

Ton regard comme une caresse

Je me sens si bien!

Puis tes yeux s´envolent et me laissent

Et je n´ai plus rien...

Qu' un reflet de toi

Tu es loin, déjà..

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

tarde de novembro

era uma tarde de novembro como foram tantas outras, melhores ou piores, mas essa em particular não esqueço... conversavamos regalados, e convencíamos da necessidade de nos vermos.
de pronto, nos encontramos, e como se todo o antes fosse apenas um ensaio, descortinou-se o desejo, e subtamente arrebatados fomos levados pelo encanto e pela vontade ao feliz encontro como havia de ser.
se pudesse voltar aquela tarde, mesmo sabendo quanta dor ela encerrava, voltaria...
não me arrependo de nada

mil perdões....

to esperando ainda o dia, em que eu vou ouvir, não da voz do Chico, a seguinte canção:

Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz

Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais

Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim

Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair

sobre a verdade e a mentira

custei a entender o que queria dizer o poeta ao afirmar categórico que a diferença do amor e da amizade, é que ela se acabava na mentira e ele na verdade.
o amor é a prisão do desejo, é uma espécie de cárcere do instinto... ele engessa tudo que é nobre e belo!!
só os fracos amam (ou invocam, sismam, recentem, não sei)
a verdade (qual delas?) a de que a vida nua não tem nada de beleza, liberta os espíritos embevecidos de vileza, e os liberta para ser somente
desejar somente
sentir só

quando Apólo (o malígno embusteiro) me afasta de Dionísio, sou levado ao delirío de acreditar que a dor tem recompensa no porvir, de que serei completo, de que o mal não vencerá jamais...
e quando me encontro às secretas com o amante bêbado, lembro que vida é miragem, que viver é passagem, e as verdades, várias, parciais, efêmeras, não passam de mentiras, sinceras, únicas, e duradouras...

mais do mesmo


um dia o amor perguntou ao ódio:
porque me odeia tanto?
ele respondeu
porque te amei demais...

Quanto a mim... o amor passou. Peço que não faça como a gente vulgar, que não me volte a cara quando passe por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infância, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam outras afeições, conservam sempre, num escaninho da alma, a memória profunda do seu amor antigo e inútil ...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

marília

Je ne connais pas
Tous les secrets de ton coeur
Mais je viens quand même, tu vis
Quelque part entre douleur et douceur
Mais je viens quand même
Je te suis quand même
eu tenho sido inteiro,
não gosto de gente pela metade
o que me sonega injustamente
é o que falta pra minha felicidade

felicidade ao teu lado
não sem a metade negada
por ante você pelo meio
acabarei preferindo o nada


(vixi... rimas pobres... falta de inspiração... é isso aí... sou patético assim mesmo)
as vezes me sinto um personagem de um livro...
mas um personagem escritor...
e como se houvessem vários meta-relatos...
alguns escritos por mim,
outros escritos por outrem
outros rasurados ou por escrever
como um sonho dentro de sonho...

domingo, 7 de dezembro de 2008

eu te amo nao porque te amo
mas porque briosamente nao admito nao ser amado por ti
e quanto mais te odeio mais te rogo
e mais dependo de vc...

nao sei o q fazer
qro amar somente a ti....

silencia minh´alma
apassenta meu coração...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

...

tenho cada vez mais preferido os livros às pessoas... o trabalho ao lazer... o escritório ao bar... isso vai acabar mal

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

un miraggio

quando pela primeira vez avistei seus olhos timidos já sabia o que eles me diziam... só não sabia que me diziam nada.
não havia nada estabelecido além da intenção.
mesmo assim você era miragem, indecifrável miragem que me atraia para um destino fatal.
se eu soubesse onde meu coração iria se atracar talvez não fosse...
miragem

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

a flor que desabrocha na adversidade é a mais rara e a mais bela de todas!!