terça-feira, 9 de dezembro de 2008

mais do mesmo


um dia o amor perguntou ao ódio:
porque me odeia tanto?
ele respondeu
porque te amei demais...

Quanto a mim... o amor passou. Peço que não faça como a gente vulgar, que não me volte a cara quando passe por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infância, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam outras afeições, conservam sempre, num escaninho da alma, a memória profunda do seu amor antigo e inútil ...

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