terça-feira, 9 de dezembro de 2008

sobre a verdade e a mentira

custei a entender o que queria dizer o poeta ao afirmar categórico que a diferença do amor e da amizade, é que ela se acabava na mentira e ele na verdade.
o amor é a prisão do desejo, é uma espécie de cárcere do instinto... ele engessa tudo que é nobre e belo!!
só os fracos amam (ou invocam, sismam, recentem, não sei)
a verdade (qual delas?) a de que a vida nua não tem nada de beleza, liberta os espíritos embevecidos de vileza, e os liberta para ser somente
desejar somente
sentir só

quando Apólo (o malígno embusteiro) me afasta de Dionísio, sou levado ao delirío de acreditar que a dor tem recompensa no porvir, de que serei completo, de que o mal não vencerá jamais...
e quando me encontro às secretas com o amante bêbado, lembro que vida é miragem, que viver é passagem, e as verdades, várias, parciais, efêmeras, não passam de mentiras, sinceras, únicas, e duradouras...

Nenhum comentário: