segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
fui amar a lua
e nos desencontramos, ela soberana e brilhante,
eu amante solitário, a contemplar sua beleza distante
e a chorar as argruras de não poder tocá-la...
ela, quando cheia, é maior que o sol
até sou capaz de refletir sua beleza,
ah, mas quando míngua,
míngua também minha alegria
e o que é belo se faz triste e errante
me disseram que o tempo mudaria as coisas
mentiram-me!!
seria o tempo um deus, capaz de me fazer de novo?
e de mudar o que eu sinto?
o meu amor não passa com o tempo, porque é meu
ainda que seja apenas tenra lembrança,
permanecera vivo em mim, já quase morto,
o sentimento sublime e verdadeiro pela lua
distante, láurea e altaneira
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
sobre a obliteração do eu
Sempre me intrigou o fato de Eros em suas representações clássicas aparecer armado... O arqueiro tem um escopo precípuo: assassinar o "eu". Enquando existe o "eu" não existe amor.
Amar é esvaziar-se de si, para que o outro tenha espaço, e como que numa dialética divina, que termina sim com o desejo absurdo que corpos distintos se confundam, os "eus" se desfazem em nós...
O eu é estéril, "nós" não... e esse agenciamento, essa subjetividade genuinamente nova, que nasce do amor de dois, ou mais, é capaz de vencer a morte.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
sobre todas as coisas
deve ser reflexo de minha última pantomima
decorrente do mal hábito de construir cenários
de encenar teatros do absurdo e viver histórias
só minhas...
...
A providência não foi generosa com o homem
ao distribuir-lhe suas defesas e poderes naturais
se pudesse o teria matado com o olhar
ou obliterado sua existência apenas pelo pensamento
...
minha vida anda igual a bolsa de valores
meu homor oscila
meus investimentos não tem retorno
quase todo dia eu fecho no prejuízo
ta na hora de aplicar o resto do capital em algo mais seguro
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
e já não vivo
espero encontrar-te
sem esperança
e me pergunto:
o que devo fazer para merecer o teu olhar?
de migualhas
do que sobra de tua mesa
eu construo meu banquete
mas não me farto
invoco a Cronos, pai injusto da justiça,
senhor de todos os destinos
que corrija o incorrigível
e que faça nascer no coração de quem amo
o amor que quase já não sinto
e as Erínias, espero que de mim se afastem
...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
meia paráfrase
Quando te vejo contemplo o que perdi: a mocidade, a liberdade e a leveza na alma.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
sobre narciso
O seu auto-encantamento possuia uma "causa sui", egoística, ele se amava num movimento solipsista e originariamente revolucionário, naquele antigo sentido, das coisas que tomam um curso pré-estabelecido pela natureza. E a natureza de Narciso não poderia voltar-se a outra coisa que não a si.
Poderia ocorrer ao inverso, que não se tratasse de um "auto-encantamento", mas de um desencanto com os outros. E a frase, citada e recitada de Sartre talvez ajude a resolver o problema.
O amor que Narciso tinha por si, encerrava no fundo um desamor pelos outros, não que ele fosse egoísta, mas ele sendo altruísta ao extremo, percebeu que o esvaziar-se de si para encontrar o outro muitas vezes pode encerrar a obliteração do eu e a morte. O arquétipo de Narciso se reproduziu em Cristo, e ousaria dizer que não é diferente do de Buda, nesse sentido próprio e não sei se original que acabei de sugerir.
Vou arriscar que Freud tenha errado ao afirmar a existência de sentimentos narcísicos... Tudo que ocorre com o homem decorre das múltiplas relações que tem com outros homens.
Inclusive o suicídio deve ser considerado, não num sentido durkheimiano, sempre altruísta. É sempre ao outro que ele se dirige, na tentativa de atingir uma indiferença implacável, um amor não correspondido, uma idéia quem sabe.
A morte de Narciso ao debruçar-se sobre si, talvez não deva ser encarada como o fim da existência, mas como um reencontro assassínio com um outro que vive em mim. Amando-se a si dessa forma, Narciso denuncia e profetiza como caminha a humanidade: sempre debruçando-se sobre si e se aniquilando.
Acho que escrevi muita bobagem num mesmo texto... devo estar precisando de férias
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
sobre eros e tanatos
mas me arrisco a tentar esboçar algumas linhas sobre o amor, não como o poeta ou o profeta, mas talvez como um amante.
amar é deixar ser
quando se ama, se o faz não para fazer-se feliz, mas para fazer o outro feliz
o amor naturalmente transcende
oblitera e aniquila o eu
quem nunca se esvaziou de si, que nunca deixou de ser, jamais amou
por isso os gregos, sabiamente, nunca desvinculavam o amor da morte.
termo a quo
um termo que é indício e promessa de mudança
meu ateísmo performático me ensinou a não acreditar
que no fim vai tudo dar certo...
o que é certo quanto ao fim, é o fim e nada mais
mas o termo final não é o fim (ou é?)
é como se fosse um prazo fatal,
e pra usar a liguagem do processo que abomino
se os atos que devem ser praticados antes do termo
não o forem,
teremos uma preclusão temporal....
a vida é irrepetível...
então se a preclusão não for temporal,
certamente será lógica, ou alguma outra cujo nome não me recordo
o pior da minha tragédia pessoal é que
uma espécie de bacharelismo decadente
invadiu minha poesia (não menos decadente)
mas voltando a falar do fim
esperar a redenção não faz o meu tipo
também não sou dos grandes finais...
como nas tragédias ou nos dramas
por enquanto vou fazer suspense
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Um ensaio sobre o desespero
Era bem apropriado pra quem vivia um dilema proto-religioso que distorcia a consciência-de-si e amplificava os dilemas morais provocados pela noção de pecado... O filósofo dinamarquês sugeria que entre o homem e Deus havia uma diverença abissal... e que a não consciência dessa diferença distorcia as relações do homem consigo mesmo, que se esquecia que além de caminhar para o morte, caminhava para a eternidade, como seu houvesse uma dupla finalidade na existência.
A morte não é um problema, na verdade é a solução da existência. A existência é problema. E o desespero humano - essa doença até a morte- nada mais é do que a angústia provocada pelo dilema shakespereano do ser e do não-ser.
A ausência de certezas quanto ao não-ser é que angustia. Arnauld afirmaria: "Antes de me suicidar exijo que me assegurem a respeito do ser, eu gostaria de estar seguro a respeito da morte".
As seguranças acerca da obliteração do ser são efêmeras, mais talvez, que aquelas que impõem a sua manutenção reacionária.
Viver é reacionário.
Olhos de Capitu
não seriam de Capitu os olhos...
seriam teus!
Eles, ainda me seduzem, mas
quase não me enganam mais
(essa autoafirmação insistente,
talvez seja o maior indício de que
decerto vivo no engodo do teu olhar)
quanta ambigüidade exibem
dizem tanto e não dizem nada
...
as palavras me faltam
tes yeux
domingo, 14 de dezembro de 2008
meus demônios
eles não são nada simpáticos,
mas têm me ensinado a ver a vida com uma consciência superior
afinal de contas, eles são primos da alma (daimon)
não vou fugir dos meus medos
vou enfrentá-los, até que um de nós vença
seja eu, espero
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
sobre o amor e a amizade num sentido extramoral
cheguei a uma constatação terrível, depois de ouvir um discurso, que a amizade é mais nobre que o amor, porque pode ser dividida... o amor é egoísta e ciumento!!
lembrei-me então de uma das definições possíveis de amizade. Dizem que na origem o amigo é o "anime custus", ou seja, o custódio da alma... aquele que tem a alma em cuidado ou em guarda.
Heathcliff
Je me sens si bien!
Puis tes yeux s´envolent et me laissent
Et je n´ai plus rien...
Qu' un reflet de toi
Tu es loin, déjà..
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
tarde de novembro
de pronto, nos encontramos, e como se todo o antes fosse apenas um ensaio, descortinou-se o desejo, e subtamente arrebatados fomos levados pelo encanto e pela vontade ao feliz encontro como havia de ser.
se pudesse voltar aquela tarde, mesmo sabendo quanta dor ela encerrava, voltaria...
não me arrependo de nada
mil perdões....
Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais
Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair
sobre a verdade e a mentira
o amor é a prisão do desejo, é uma espécie de cárcere do instinto... ele engessa tudo que é nobre e belo!!
só os fracos amam (ou invocam, sismam, recentem, não sei)
a verdade (qual delas?) a de que a vida nua não tem nada de beleza, liberta os espíritos embevecidos de vileza, e os liberta para ser somente
desejar somente
sentir só
quando Apólo (o malígno embusteiro) me afasta de Dionísio, sou levado ao delirío de acreditar que a dor tem recompensa no porvir, de que serei completo, de que o mal não vencerá jamais...
e quando me encontro às secretas com o amante bêbado, lembro que vida é miragem, que viver é passagem, e as verdades, várias, parciais, efêmeras, não passam de mentiras, sinceras, únicas, e duradouras...
mais do mesmo

porque me odeia tanto?
ele respondeu
porque te amei demais...
Quanto a mim... o amor passou. Peço que não faça como a gente vulgar, que não me volte a cara quando passe por si, nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor. Fiquemos, um perante o outro, como dois conhecidos desde a infância, que se amaram um pouco quando meninos, e, embora na vida adulta sigam outras afeições, conservam sempre, num escaninho da alma, a memória profunda do seu amor antigo e inútil ...
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
marília
Tous les secrets de ton coeur
Mais je viens quand même, tu vis
Quelque part entre douleur et douceur
Mais je viens quand même
Je te suis quand même
domingo, 7 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
...
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
un miraggio
não havia nada estabelecido além da intenção.
mesmo assim você era miragem, indecifrável miragem que me atraia para um destino fatal.
se eu soubesse onde meu coração iria se atracar talvez não fosse...
miragem
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
muitíssimo estar enganado
e que esse peito embargado
anunciando o erro e o engano
denuncie apenas o escaldo
de quem se cansou de acreditar
e que no fim, deveras real,
o sonho não se desapareça com o delírio
para que obliterado o meu profundo desejo
(de estar errado quanto ao erro)
justifique minha esperança
poema dos olhos da amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas era
Nos olhos teus.
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
alguém disse que foi de Temístocles, mas eu duvido... de qq forma é um bom pensamento.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
fernando pessoa
As sem-razões do amor
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(Carlos Drummond de Andrade)
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
vida tirana
teria amado pra sempre quem apareceu sem dizer "porquês", mas entendendo o que eu queria me fez feliz, ainda que por pouco.
mas não pude... volto recoleto ao cláustro, de onde não deveria ter saído, em sonho.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
exorcismo
que toma meu sonho e me leva ao delírio na vigilha,
de tão irreal me leva ao desespero
desigina-te!!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
fase 1
e tem gnt q tem coragem de responder pra simples pergunta
que horas são?
são abacaxi quase uva...
e depois de tudo nao contente
ainda pergunta kd meu carro?...
qdo na verdade esta nele
se nao for possível amar,
com amor fraternal e sem tamanho
alguem assim,
quem será?
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
eutopia
terça-feira, 23 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
mais uma de amor
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver...
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
dom quixote (E.H)
Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
aerodinâmica num tanque de guerra,
vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas
tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
muito prazer...ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
por amor às causas perdidas
domingo, 31 de agosto de 2008
Ska (Herbert Vianna)
Você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto
quando escureceu
Saber o que passava
no seu coração
Se o que você fazia
era certo ou não
E a mocinha se perdeu
olhando o sol se pôr
Que final romântico
Morrer de amor
Relembrando da janela
tudo o que viveu
Fingindo não ver
os erros que cometeu
E assim tanto faz
Se o herói não aparecer
E daí? Nada mais...
A vida não é filme
Você não entendeu
De todos os seus sonhos
não restou nenhum
Ninguém foi ao seu quarto
quando escureceu
E só você não viu,
Não era filme algum...
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
sábado, 16 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
das coisas q eu entendo
Tanto tempo por respostas
E depois de tanto tempo
Ainda havia mais
Prá esperar...
Então eu sentei e esperei
E resolvi desprezar o tempo
Mas não sabia mais
O que vestir
Eu não tinha mais
Prá onde ir...
Você não ligou
Quando eu disse
Para ter cuidado
E tinha razão
Você precisa ser livre...
Meus dias
Se passavam rápido
Como um sonho
E você disse
Que eu saberia facilmente
Como chegar
Onde eu queria...
Não há raiva
Não há morte
Só arrependimento e amor
E disso tudo
Eu entendo muito bem...
Você não ligou
Quando eu disse
Para ter cuidado
E tinha razão
Você precisa ser livre...
domingo, 10 de agosto de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
terça-feira, 29 de julho de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
variações
são das coisas que mais me tomam o tempo...
fico pensando na natureza deles
e quão somos mais irracionais que o contrário
o sentimento tem a natureza da diferença,
é absolutamente singular
e por isso é inimigo do pensamento
queria entender que a diferença não significa ausência
ou negação - o que seria muito pior
e que por mais diferentes que sejam
(os sentimentos)
todos sentimos
muito
mas como a de todos
a minha dor
É MAIOR
terça-feira, 22 de julho de 2008
SINAL FECHADO (Paulinho da Viola)
Eu vou indo, e você, tudo bem?
Tudo bem, eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro. E você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranqüilo, quem sabe?
Quanto tempo...
pois é, quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios...
Oh! não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo, talvez nos vejamos
Quem sabe?
Quanto tempo...
pois é, quanto tempo...
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso beber
Alguma coisa, rapidamente
Pra semana...
O sinal...
eu procuro você...
Vai abrir...
Prometo, não esqueço
Por favor, não esqueça
Adeus,
Não esqueço, adeus.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
abraço forte - maninho
Sinto esse aperto dentro, forte no meu peito
E quando essa parte minha sente essa saudade
É como querer, é só relembrar
Sinto quando vejo o tempo que passou ao longe
Sinto quando lembro o que restou daquele abraço
Uma amizade acima de qualquer lugar
Mais um verso em prosa, consciência que me traz
É bom relembrar, do nosso lugar
E quando o sol nascer aqui, eu sei
Quero te ver mais, ver assim
Quando a tua voz pra mim, cantar
Abraço forte, amigo
quarta-feira, 21 de maio de 2008
hj
lembrei ainda de um filme: Closer
ele tem umas tiradas fabulosas... segue algumas:
A. tem a beleza estúpida da juventude.
voce nao sabe o que é amor, porque nao sabe o que é compromisso
se me ama porque me magoa?
ALICE: Por que você gosta dela? DAN: Porque ela não precisa de mim.
"só o amor não é o bastante!"
mas.. eu teria te amado para sempre"
domingo, 18 de maio de 2008
chaplin
Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando.
E termina tudo com um ótimo orgasmo!
Não seria perfeito?
percebi que niguém se importa... porderia contar meus mais íntimos segredos e publicá-los que apenas alguns poucos amigos curiosos o saberiam....
descobri tb que nao tenho disciplina pra escrever com a frequencia desejável e necessária... enfim, como escrevo apenas a mim, quem se importa?!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
aniversário
mais um sem nada pra comemorar,
a não ser o fato de ter aprendido
que a vida é dura com os fracos
das minhas maiores fraquezas,
a que mais me padece
é a profunda sensibilidade,
que tem me impedido de
manter a distância
necessária e segura do mundo
ando profundamente perturbado
e os anos só amplificam minha angústia!
Só tenho um consolo:
quanto mais o tempo passa,
mais breve se torna minha agonia...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Léo e Bia
Pra no real, achar seu lugar
Como se faz com todo cuidado
A pipa que precisa voar
Cuidar de amor exige mestria
O. M.
sexta-feira, 21 de março de 2008
niebla
Unamuno
quinta-feira, 20 de março de 2008
quarta-feira, 19 de março de 2008
sábado, 15 de março de 2008
O casamento dos pequeno burgueses (Chico Buarque 1977-1978)
E ela faz que quase desmaia
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a casa caia
Até que a casa caia
Ele é o empregado discreto
Ela engoma o seu colarinho
Vão viver sob o mesmo teto
Até explodir o ninho
Até explodir o ninho
Ele faz o macho irrequito
E ela faz crianças de monte
Vão viver sob o mesmo teto
Até secar a fonte
Até secar a fonte
Ele é o funcionário completo
E ela aprende a fazer suspiros
Vão viver sob o mesmo teto
Até trocarem tiros
Até trocarem tiros
Ele tem um caso secreto
Ela diz que não sai dos trilhos
Vão viver sob o mesmo teto
Até casarem os filhos
Até casarem os filhos
Ele fala de cianureto
E ela sonha com formicida
Vão viver sob o mesmo teto
Até que alguém decida
Até que alguém decida
Ele tem um velho projeto
Ela tem um monte de estrias
Vão viver sob o mesmo teto
Até o fim dos dias
Até o fim dos dias
Ele às vezes cede um afeto
Ela só se despe no escuro
Vão viver sob o mesmo teto
Até um breve futuro
Até um breve futuro
Ela esquenta a papa do neto
E ele quase que fez fortuna
Vão viver sob o mesmo teto
Até que a morte os una
Até que a morte os una
domingo, 9 de março de 2008
A lista
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
Oswaldo Montenegro
domingo, 2 de março de 2008
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
under the bridge
Like I dont have a partner
Sometimes I feel
Like my only friend
Is the city I live in
The city of angel
Lonely as I am
Together we cry
I drive on her streets
cause shes my companion
I walk through her hills
cause she knows who I am
She sees my good deeds
And she kisses me windy
I never worry
Now that is a lie
I dont ever want to feel
Like I did that day
Take me to the place I love
Take me all the way
Its hard to believe
That theres nobody out there
Its hard to believe
That Im all alone
At least I have her love
The city she loves me
Lonely as I am
Together we cry
I dont ever want to feel
Like I did that day
Take me to the place I love
Take me all the way
Under the bridge downtown
Is where I drew some blood
Under the bridge downtown
I could not get enough
Under the bridge downtown
Forgot about my love
Under the bridge downtown
I gave my life away
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
variações...
para contemplar realidades diáfanas
e me libertar da paixão capadócia
que me acorrenta prisioneiro
nessa etérea plaga
não precisa tudo isso
me contentaria em poder afirmar com os cínicos
nihil humani a me alienum puto
domingo, 17 de fevereiro de 2008
vossa formosa juventude leda
Nossos dias bem vividos
Nossa história tão intensa
Nosso não envelhecer,
Qual Prometeu acorrentado
Sua lembrança não me deixa
Tormentosa sina de quem ainda ama
E sente pela falta da pronúncia
E desespera, e já não crê,e se consola
Afinal, existe pior sentimento que
Acreditar em nada e esperar
Pelo que nunca irá acontecer?
Do gênio só tenho o nome e a licença,
Para de Caeiro, roubar-lhe a obra
E trasladar aos versos já não seus
A falta de sentido que me assola.
Vossa formosa juventude leda,
Vossa felicidade pensativa,
Vosso modo de olhar a quem vos olha,
Vosso não conhecer-vos,
Tudo quanto vós sois, que vos semelha
À vida universal que vos esquece,
Dá carinho de amor a quem vos ama
Por serdes não lembrando
Quanta igual mocidade a eterna praia
De Cronos, pai injusto da justiça,
Ondas, quebrou, deixando à só memória
Um branco som de’spuma.
Já não quero mais pensar
Sobretudo, não quero mais pensar!!
sábado, 16 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
sábado, 9 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
até o fim...
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
Chico Buarque
sábado, 26 de janeiro de 2008
Os Ombros Suportam o Mundo
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação
(Carlos Drummond de Andrade)
.
"This Boy"
There's no time left today
It's a shame coz he has to go home
This boy's got to work, got to sweat
Just to pay what he gets to get left all alone
Let's step outside
Let's go for a ride just for a while
No we won't get caught
Well that's what I thought until we cried
I'm still here
But it hasn't been easy I'm sure
That you had your reasons
I'm scared
Of all this emotion
For years I've been holding it down
For years I've been holding it down
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia "Os Três Mal-Amados", constante do livro "João Cabral de Melo Neto - Obras Completas", Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Conselho
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és –
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
(Álvaro de Campos)
Behind blue eyes (Limp Bizkit)
to be the bad man
to be the sad man
behind blue eyes
and no one knows
what it’s like to be hated
to be faded to telling only lies
but my dreams they aren’t as empty
as my conscious seems to be
i have hours, only lonely
my love is vengeance
that’s never free
no one knows what its like
to feel these feelings
like i do, and i blame you!
no one bites back as hard
on their anger
none of my pain woe
can show through
discover l.i.m.p. say it
no one knows what its like
to be mistreated, to be defeated
behind blue eyes
no one know how to say
that they’re sorry and don’t worry
i’m not telling lies
no one knows what its like
to be the bad man,
to be the sad man behind blue eyes
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro
Por Manuela Teixeira (não foi psicografado... ela tem um blog http://www.gritosussurros.blogger.com.br/2004_09_01_archive.html rssrrssrsrrrssrrs)
eu ainda to na fase dos "meus textos dos outros"
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Eros e psique
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
Fernando Pessoa
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
jura secreta
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada que quero me suprime
De que por não saber 'Ainda não quis'
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Sol que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri.
Sol que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Só uma coisa me entristece
O beijo de amor que não roubei
A jura secreta que não fiz
A briga de amor que não causei
Nada do que posso me alucina
Tanto quanto o que não fiz
Nada do que quero me suprime
De que por não saber 'Ainda não quis'
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Sol que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri.
Só uma palavra me devora
Aquela que meu coração não diz
Sol que me cega
O que me faz infeliz
É o brilho do olhar
Que não sofri.
Zélia Duncan
Por enquanto são os meus textos dos outros... logo eu escrevo, de repente assim eu mantenho a minha sanidade..........
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
La loteria en Babilonia
Jorge Luis Borges (Ficciones - 1944)
Quem participa das reuniões da Congregação (la tenebrosa corporación) de uma certa FEDNP sabe que qualquer semelhança não é mera coincidência....
domingo, 13 de janeiro de 2008
Há furor no Reino Unido pelo fato de o ex-primeiro-ministro Tony Blair ter aceitado posto de consultoria na firma financeira JP Morgan Chase. O jornal "The Guardian" diz que não se surpreendeu porque, "no posto [de premiê], ele ficava muito impressionado com dinheiro e pessoas ricas e agora perdeu o senso de como seu desejo de ganhar tanto, tão rapidamente, ofende os ideais de serviço público e os princípios fundamentais de seu partido" (o Trabalhista, social-democracia britânica). O curioso é que, no Brasil, não houve nem mesmo um leve muxoxo sobre fato bem parecido, qual seja, a admissão por parte de José Dirceu, ex-todo poderoso do governo Lula, de que está prestando consultoria ao biliardário mexicano Carlos Slim, um dos homens mais ricos do mundo. Será que Dirceu vai alegar que está "socializando" (a seu favor) a imensa fortuna de Slim? A reação de um lado e do outro do mundo parece indicar que o brasileiro toma como normal que políticos enriqueçam na atividade política e queiram permanecer ricos quando a abandonam (ou são forçados a abandoná-la, como no caso Dirceu, cassado). Nada contra Dirceu ganhar dinheiro dando consultoria a Slim (ou a qualquer outro). É melhor do que ser chefe de uma "organização criminosa", acusação de que se defende no STF. Mas tudo contra a hipocrisia e a desonestidade (dele e de intelectuais afins) de ficar desancando as elites ao mesmo tempo em que são parte delas e, pelo menos ele, se põe a soldo não de um membro qualquer da elite, mas de um supermilionário, conspícuo representante da cobertura do andar de cima. O carnavalesco Joãozinho Trinta dizia que só intelectual gosta de pobre. Errou, João. No Brasil, nem intelectual. Político "socialista", então, nem pensar.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1301200803.htm
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Aos que vierem depois de nós
Bertolt Brecht
Realmente, vivemos muito sombrios!
É certo: ganho o meu pão ainda,
Também gostaria de ser um sábio.
Para as cidades vim em tempos de desordem,
No meu tempo as ruas conduziam aos atoleiros.

